Jesus Cristo

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32) Porque Jesus lavou os pés dos seus apóstolos?

 

 

Diz o Novo testamento (João 13):

“Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai...

Levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.

Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.

Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, queres lavar meus pés?

Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.

Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés.

Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.

Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. ...

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”

 

A cultura da época:   

As pessoas não se alimentavam sentadas em cadeiras. Nas casas de classe média, elas ficavam deitadas de lado, geralmente sobre tapetes e almofadas de apoio. Era muito comum retirar as sandálias ou outros apetrechos que protegiam os pés. Sendo muito bem visto lavar mãos, braços e pés. 

 

 

Na Bíblia, esta prática higiênica é descrita em episódios muito anteriores a Jesus e em outros momentos da vida do Mestre – Gênesis 18:3-5; 19:2; 24:32; 43:24; Juízes 19:21; 2 Samuel 11:8; Lucas 7:44; 1Samuel 25:41; Lucas 7:37-38) . Relatam o fornecimento de água para as pessoas lavarem os próprios pés antes da refeição. Os mais ricos tinham servos para fazerem o serviço de limpá-los. Portanto, o ato de limpar os pés alheios era um serviço reservado aos mais pobres e menos considerados pela sociedade.

Havia preconceito contra o ato de lavar os pés de outras pessoas. Foi este preconceito que Jesus enfrentou.

 

A humildade de Jesus:

 

A regra social dizia que era humilhação ou serviço de inferiores lavar os pés de outras pessoas. Este foi o motivo de Pedro ter se assustado com a possibilidade do “grande” Jesus lavar-lhe os pés. A regra era acontecer o oposto: Jesus deveria ter seus pés lavados. Mas, o sábio mestre quis ensinar algo muito importante ao desprezar as regras sociais.

Durante todo o Novo Testamento, Jesus desprezou regras e convenções sociais. Lidava positivamente com as mulheres em um ambiente em que elas eram profundamente desprezadas.  Tratava servos e senhores como iguais. Tinha contato próximo com os impuros, doentes e membros de outras religiões. Os mais religiosos sempre o questionavam sobre suas práticas “diferentes”.  Em Mateus 15:1-9, líderes religiosos perguntaram a Jesus o porque Ele e seus discípulos transgrediam as regras. Jesus deu-lhes um sermão, chamou-os de hipócritas que criavam muitas regras exteriores e deixavam seus corações longe de Deus. Em outras palavras, para Jesus existe algo muito mais importante do que regras e convenções sociais. Importante é o que brota de dentro do ser humano, mostrando a bondade e a maldade que há dentro dele. Para Jesus devemos cultivar a bondade e lutar contra a maldade.

 

Caminho Nobre

A humildade de Jesus permitiu com que Sua mente não fosse prisioneira destas regras inúteis e preconceituosas. A humildade serve para a pessoa ter liberdade de fazer o que é importante para sua evolução espiritual. Também facilita o entendimento da verdade de Deus.

As regras sociais, feitas por seres humanos, tiram a liberdade humana e o afasta de Deus. É importante notar que o cristianismo não é uma religião formal, é uma religião espiritual. Ou seja, o que conta é o que você sente, pensa, faz e sua conexão com Deus (fé).

A conquista da humildade é a conquista da liberdade. É a possibilidade da pessoa realizar sua vocação e expressar o que há de belo em seu interior. Serve, principalmente, para esvaziar a mente e facilitar a conexão com Deus. Ou seja, se Jesus se prendesse em convenções erradas (eu sou grande, são os outros que devem lavar meus pés), ele encheria sua mente com pensamentos e sentimentos falsos, distanciando da verdade de Deus.

Jesus nos ensina a sermos livres, para vivermos de modo puro. Não julgar, não criticar, não negativizar, aceitar ao próximo, etc. Jesus respeitava os leprosos, que eram expulsos das cidades, porque sabia que não devia negativizá-los e sim, quando possível, poderia ajudá-los.

Seguindo a máxima de que o importante é o que brota no coração, Jesus ensinou que um coração puro, limpo e humilde tem muito mais facilidade para ter um relacionamento vivo e presente com Deus.

Jesus lavou os pés dos discípulos para ensinar que o que conta é o respeito, o amor, a confiança, a ajuda mútua. E que as regras sociais que dificultam o que é importante devem ser desprezadas e confrontadas. O texto bíblico diz assim: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Menos regras e mais amor. Menos preconceito e mais respeito. Menos julgamento e mais caridade.

 

O poder do exemplo:

Os discípulos de Jesus ainda estavam começando a aprender a viver humildemente. Eles até discutiam quem seria o maior. O mestre quis dar o exemplo. Nada de símbolos externos para mostrar quem é “importante”. O mais evoluído é quem ama, quem ajuda ao próximo, quem é eficiente, caridoso, bondoso, amigo, etc. Símbolos externos escravizam a mente humana. A liberdade está em desprezá-los e cultivar o que é realmente importante. O exemplo de Jesus ajudou os discípulos a entenderem esta lição.


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