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O mais antigo papiro do Novo Testamento é de João, 

datado de 125 d.c., chamado de P52

 

 

 

O EVANGELHO DE JOÃO  

texto publicado na bíblia ecumênica

 

 

Um evangelho

Fiel a uma grande tradição das origens, o quarto evangelho relata o que aconteceu desde os dias de João Batista até o dia em que o Senhor Jesus passou para a glória do Pai (At 1,21-22). A obra se apresenta como um testemunho, e é certo que João quis compor um verdadeiro evangelho. Após o solene prólogo teológico (1,1-18), ele se aplica, numa primeira parte, a narrar diversos acontecimentos e ensinamentos ligados a estes  (1,19-12,50);  a segunda parte refere longamente aos acontecimentos da Paixão e as manifestações do Cristo ressuscitado (13,1- 21,25). Como afirma explicitamente em uma breve conclusão (20,30-31), João escolheu certos sinais, dos quais ele traz à luz o significado e o alcance, a fim de levar os cristãos a quem se dirige a melhor aprofundarem a sua fé em Jesus Messias e Filho de Deus. Para consegui-lo, ele é levado  a tomar posição contra diversos desvios doutrinais que ameaçavam o cristianismo do seu tempo.

 

 

 

A estrutura do evangelho . 

Não é fácil esmiuçar o plano adotado pelo autor. Por certo, os episódios são, na maioria, nitidamente circunscritos, mas não se percebem claramente os critérios e nem função dos quais estes episódios foram organizados. A questão é  mais delicada ainda porque a hipótese do deslocamento de certas seções, por  ocasião da edição, permanece aberta. É-se tentado, por exemplo, a inserir o cap. 5 entre 7,15 e 7,16; a disposição geográfica dos elementos seria assim unificada, e uma longa atividade em Jerusalém  daria seguimento a uma  estada na Galiléia (4,43-54 e 6,1-7,13). Estendendo ainda mais a hipótese, alguns estudiosos acreditaram poder detectar numerosos deslocamentos de textos e propuseram reconstituições ousadas de algum plano que possivelmente tenha existido. É preciso reconhecer, no entanto, que essas teorias não têm nenhum ponto de  apoio na transmissão do texto; além disso, elas não levam em conta as leis muito  flexíveis da tradição oral e da composição hebraica, que nem sempre se  conformam às regras da nossa lógica. Para os que aceitam a seqüência do texto tal como ele se apresenta, as soluções são numerosas. Todos, ou quase todos, reconhecem que o evangelho se divide em duas partes, precedidas por um prólogo. Além disso, é fácil distinguir um certo número de seções, em função das indicações geográficas ou cronológicas e do recurso a  certos esquemas  literários (narrativa-discurso). 

Mas como se articulam essas seções umas com as outras? Certos autores optam por um plano lógico e frisam as etapas do desenvolvimento metódico de grandes  noções teológicas (luz, vida, glória). Outros acreditam discernir as etapas de um afrontamento progressivo de Cristo com o "mundo" e lêem o Evangelho de João como um drama ou um processo que termina no grande julgamento que se opera no decurso dos acontecimentos da Páscoa. Dois planos temáticos foram  propostos: os seus partidários renunciam aos rigores de uma síntese racional e encaram um tipo de composição que lembra as variações de um tema musical. Enfatizou-se o emprego de certos procedimentos literários semíticos, como, por exemplo, a inclusão. Muitos estudiosos sublinharam a importância da mística dos números. Eles julgaram perceber planos fundados sobre os números três e sete. Enfim, pretendeu-se reconhecer um  desenrolar dos fatos correspondentes ao enredo do Êxodo e alguns sugeriram a hipótese de uma transposição das leituras litúrgicas da antiga sinagoga. Tudo isso é sugestivo e, por vezes, muito sutil, mas é raro que uma teoria de  conjunto seja plenamente satisfatória: não é certo que João tenha obedecido  sempre às mesmas regras de composição, nem mesmo que tenha concluído   definitivamente a composição da sua obra. Pelo que nos concerne,  contentamo-nos em ver no quarto evangelho uma sucessão de episódios compostos sem rigor, mas, no entanto, organizados em função de certa evolução do afrontamento de Jesus com o "mundo" de uma parte, e, da outra, do custoso progresso dos crentes no conhecimento, primeiro na Galiléia, depois sobretudo em Jerusalém .  

 

Relações com os evangelhos sinóticos . 

 Se João é fiel  à concepção de conjunto de um evangelho, ele se distingue dos evangelhos sinóticos sob muitos pontos de vista. O leitor fica logo impressionado pelas diferenças de ordem geográfica e cronológica: enquanto os  sinóticos evocavam uma longa estada na Galiléia, seguida de uma caminhada mais ou menos prolongada rumo à Judéia, concluída por uma breve presença em Jerusalém, João, ao contrário, narra freqüentes deslocamentos de uma região à outra e encara uma presença de longa duração na Judéia, e sobretudo em Jerusalém (1,19-51; 2,13-3,36; 5,1-47; 7,14-20,31). Ele menciona  várias celebrações pascais (2,13; 5,1; 6,4; 11,55) e sugere assim um ministério de mais de dois anos. As diferenças manifestam-se igualmente no plano  do estilo e dos processos de composição: enquanto os sinóticos oferecem, o  mais das vezes, seções breves, coletâneas de sentenças ou de narrações de milagres, contendo breves declarações, João propõe uma seleção limitada de  acontecimentos ou sinais que são, em sua maioria, longamente elucidados em  colóquios ou discursos. Desta sorte, ele atinge em certos momentos grande intensidade dramática.

João se singulariza outrossim pela escolha e originalidade do material empregado. Ele evoca, sem dúvida, muitos acontecimentos mencionados pelas tradições sinóticas: a atividade do Batista, o batismo de Jesus no Jordão e a vocação dos primeiros discípulos (1,19-51); o episódio dos vendedores expulsos do Templo (2,13-21); a cura do filho de um oficial régio (4,43-54); a cura de um paralítico (5,1-15) e de um cego (9,1-41); a multiplicação dos pães à beira do lago e o caminhar sobre as águas (6,1-21), controvérsias em Jerusalém (7-8 e 10); a unção de Betânia e o desenrolar dos acontecimentos da Páscoa (12-21). Mas outros elementos da tradição sinótica parecem ausentes, tais como a tentação no deserto, a transfiguração, a narração da instituição da Eucaristia, a agonia no Getsemâni, numerosas narrações de milagres e muitos ensinamentos (desde o sermão da montanha e a maioria das parábolas até o discurso escatológico). Igualmente a linguagem é muito diferente: "Reino de Deus" só aparece em uma passagem (3,3-5); João prefere falar de vida e de vida eterna. Ele gosta dos temas: mundo, luz-trevas, verdade-mentira, glória de Deus-glória que vem dos homens. Se faltam no quarto evangelho elementos da tradição sinótica, encontram-se, em compensação, dados novos: o sinal de Caná (2,1-11), a conversa com Nicodemos (3,1-11), o diálogo com a Samaritana (4,5- 42), a ressurreição de Lázaro e suas conseqüências (11,1-57), o lava-pés (13,1-19) e diversas indicações na narrativa da Paixão e da Ressurreição. Devemos notar ainda a extensão dos discursos e dos colóquios que esclarecem os acontecimentos narrados; assim as derradeiras palestras após a última ceia (13,31-17,26) preparam o tempo da Igreja .

 

Até que ponto terá João conhecido os evangelhos sinóticos? 

Vários comentadores pensaram que ele os ignorava; ele só teria conhecido tradições que concerniam ao Senhor, às quais os sinóticos, por sua vez, se teriam referido. Existem, no entanto, alguns contatos literários tão evidentes que é preciso considerar como altamente provável o conhecimento de Mc e sobretudo de Lc; a evidência é menor em se tratando de Mt. Em todo caso, pode-se afirmar que João supõe, em seus destinatários, o conhecimento das grandes tradições sinóticas. João se aplica a reelaborar essas tradições, fazendo-o com muito mais segurança e liberdade do que os seus antecessores. Para ele, a fidelidade consiste em captar e exprimir em profundidade o alcance dos acontecimentos da salvação que se opera em Jesus: uma fidelidade, por assim dizer, criadora.

 

Os problemas de composição. 

 Será que essa independência em relação às tradições sinóticas resulta da utilização de outras fontes? Será que apresenta uma real unidade literária, ou deixa transparecer o recurso a documentos diversos? E, antes do mais, qual foi a língua da primeira redação? Os freqüentes aramaísmos levaram não poucos pesquisadores a sustentar a hipótese de um original aramaico que teria sido traduzido para o grego; outros supõem que o autor grego valeu-se de certos trechos redigidos em aramaico. Exames mais minuciosos levaram, ao que parece, a abandonar essas hipóteses. O evangelho, do ponto de vista literário, tem uma feitura única; ele foi redigido diretamente no grego pobre, mas correto - intensamente evocador, no entanto -, que o caracteriza. Contém notadamente vocábulos e jogos de palavras que não têm equivalente em aramaico e possui um estilo e traços literários que permitem concluir pela unidade de composição. Muitas coisas se explicam, sem dúvida, pela origem semítica deste autor que escreve em grego, ou pela influência que teria exercido sobre ele a versão grega do AT (Septuaginta). É provável que tenha lançado mão de fontes particulares, notadamente, de uma coletânea de narrativas de milagres, a qual, aliás, tratou com a mesma liberdade com que tratou o material dos sinóticos. Convém lembrar que o autor depende sobretudo do meio cristão e recorre ocasionalmente a fórmulas litúrgicas ou fragmentos de homilias: assim, a camada mais arcaica do prólogo parece ser formada de um hino que lembra os hinos das epístolas do cativeiro de Paulo, ou das pastorais; e o discurso sobre o pão da vida é construído segundo as regras da homiliarabínica.  

 

 O ambiente cultural. 

Todo pensamento exprime-se por meio de uma linguagem e relaciona-se com um ambiente cultural; emprega vocábulos e categorias que refletem as preocupações e concepções deste. Se o pensamento é original, opera novas conexões e diz coisas novas por meio de material tomado de empréstimo. A Bíblia não foge a essas regras: importa, portanto, procurar as raízes da linguagem joanina nas diferentes culturas que coexistiam nas regiões orientais do Império romano, onde o evangelho foi composto.

 

 

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